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Ruca, o avançado que virou lateral esquerdo de destaque
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Data: 13/03/2015
Fonte: Zerozero
A polivalência é, hoje em dia, um ponto fulcral para qualquer treinador. Por vezes, é mesmo a garantia de que o lugar no plantel está assegurado. Mas não é todos os dias que uma mudança posicional, sobretudo se for drástica, resulta no alcançar de um nível superior. O zerozero.pt foi à procura de um destes casos.

Ruca esteve vários anos ligado ao Gil Vicente, já depois de uma formação onde andou pelo Beira-Mar, mas nunca conseguiu a oportunidade para jogar no primeiro escalão. Tal como tantos outros casos, acabou por andar de empréstimo em empréstimo, até ao fim do contrato. Tanto a avançado, como a médio ofensivo, o avançado, alto e esguio, destacava-se pela sua meia distância e pela condução de jogo, só que tal parecia não ser suficiente. Até que outro desafio lhe foi lançado.

«Não foi por acaso que virei defesa esquerdo, mas não contava. No Mirandela, o mister Ricardo Chéu perguntou-me se estava disposto a jogar ali, experimentou, gostou e acabei por ficar na posição», começou por dizer, ele que rapidamente deu nas vistas no clube nortenho, ao ponto de o olharem desde logo como um lateral.

«Neste momento, sou um defesa-esquerdo, foi para isso que fui contratado. Aprendi a gostar desta posição e vou-me sentindo bem», referiu o agora jogador do Mafra, onde chegou esta temporada e onde tem sido um dos destaques no CNS.

As lições e os exemplos

Ruca é, aos 24 anos, um dos inúmeros jogadores que esteve ligado a um emblema de maior dimensão e que acabou por não singrar. Mas, diz o próprio, a história não acabou aí.

«Como se costuma dizer, é preciso dar um passo atrás, para dar dois em frente. Tem-se uma ligação ao patamar mais alto do futebol português, depois as coisas não correm bem, em grande parte por culpa própria. Assumo o fracasso, mas encaro a minha carreira como um novo início, um novo ciclo, que começou em Mirandela no ano passado. Passo a passo, ver no que dá, sem grandes planos. O que se passou serviu para crescer, para aprender, para ganhar maturidade. Mas o que vem é que importa», assegurou, nesta entrevista ao zerozero.pt.

Isto porque Ruca é dos jogadores que não deita a toalha ao chão. A Primeira Liga «continua a ser um sonho» e referências não faltam.

«Cada vez mais, e atendendo ao plano económico, se começa a ter noção da qualidade que existe no CNS. O João Afonso é um bom exemplo, que chegou ao Vitória de Guimarães e que agarrou o lugar à segunda jornada. O Pedro Tiba se calhar é um exemplo ainda maior, pois já foi convocado à seleção. Tem-se tirado dividendos deste tipo de apostas e há por aí muita qualidade escondida», garantiu o defesa, antes de dar mais um exemplo.

«O Freamunde manteve grande parte dos jogadores que subiram na época passada e, este ano, estão a fazer a carreira que já toda a gente viu na Segunda Liga. Há qualidade no CNS, garantidamente».

Mafra luta para subir

A equipa que representa conseguiu a qualificação para a fase de subida da Zona Sul. A dois pontos do primeiro lugar, a discussão está em aberto.

«Quando se entra nesta fase não se pode dizer que não se quer, ou que não se consegue. Não foi isso que nos foi pedido, mas a nossa ambição está sempre na vitória, em conseguir o máximo de pontos», disse, antes de terminar com a negação de que a zona sul possa ser mais fraca que a norte (onde esteve com o Mirandela na época anterior).

«Uma equipa como a União de Leiria ficou pelo caminho na primeira fase na nossa série, portanto penso que essa ideia que parece estar esteriotipada não corresponde à realidade. Aliás, são séries bem mais equilibradas a sul», terminou.
Tags: ncfoot, ruca, zerozero, mafra
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